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2ª Mostra “O Olhar da Rua” inicia circuito itinerante com temporada no Hub Cultural Porto Dragão

Após inauguração no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em agosto, exposição de fotos produzidas por pessoas em situação de rua ocupa o Hub Cultural Porto Dragão por um mês para visitação gratuita A partir de 24 de setembro, quarta-feira, a 2ª Mostra “O Olhar da Rua” inicia um circuito itinerante entre instituições culturais. A primeira parada é no Hub Cultural Porto Dragão, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar, que, juntamente com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, idealizou as ações que oportunizaram as oficinas de fotografia e a montagem da exposição. A abertura vai ocorrer no Hall do Teatro B. de Paiva, às 9h, e a exposição ficará disponível para visitação gratuita até 24 de outubro.  A abertura da mostra no equipamento contará com uma programação especial para as pessoas em situação de rua assistidas pelo Centro Pop Centro, público que participou das oficinas de fotografia. Durante a manhã, será realizada uma acolhida inicial, seguida de apreciação da exposição fotográfica e finalizando em uma confraternização com karaokê e coffee break na Praça das Artes. Toda a programação também é aberta ao público. Após a temporada no Hub Porto Dragão, a exposição deve iniciar uma circulação entre outros espaços da Secult Ceará. “Estamos articulando com a equipe de cidadania cultural do Theatro José de Alencar para ser o próximo destino da mostra, e também já iniciamos o diálogo com outros equipamentos para somar nesta ação em rede”, explica Lúcio Paulino, educador social responsável pelo Núcleo de Cidadania Cultural do Hub Porto Dragão. Realizada pelo Núcleo de Cidadania Cultural do Hub Cultural Porto Dragão e pelo Núcleo de Articulação Territorial do CDMAC, a 2ª Mostra “O Olhar da Rua” reúne 30 fotografias produzidas por dez participantes de um ciclo formativo realizado em julho, com oficinas oferecidas pelo Sesc, por meio do Coletivo Imagem Território, e apoio da Escola Porto Iracema das Artes, que cedeu câmeras para a atividade.  As aulas aconteceram nos dias 23, 24, 25 e 30 de julho, com a participação de assistidos do Centro Pop Centro. Com encontros práticos e teóricos, as oficinas abordaram noções básicas de composição, luz, enquadramento e edição, utilizando equipamentos fotográficos. As saídas fotográficas e rodas de conversa funcionaram como estímulo à criatividade, ao senso crítico e à valorização das experiências individuais. “Entendemos que a arte é cultura, é um direito de todas as pessoas e possui um imenso poder de estímulo à autoestima e à transformação social. Neste sentido, queremos ampliar o alcance e a visibilidade positiva da exposição, com o objetivo de romper a invisibilidade social, além de promover reflexões críticas sobre desigualdades, moradia e cidadania, e, principalmente, fazer com que a mostra itinerante chegue a espaços que reconheçam e valorizem a potência criativa de pessoas em situação de vulnerabilidade”, finaliza Lúcio. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇO2ª Mostra “O Olhar da Rua” no Hub Cultural Porto DragãoAbertura em 24 de setembro (quarta-feira), às 9hLocal: Hall do Teatro B. de Paiva – Hub Cultural Porto Dragão (Rua Boris, 90c – Centro)Classificação indicativa: 14 anosVisitação até 24 de outubroGratuito e aberto ao público

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Com atividades no Hub Porto Dragão, Festival TIC chega à 14ª edição celebrando a arte como espaço de encontro

Com o tema “Juntos e Misturados”, o TIC começa dia 10 de outubro em Fortaleza e segue até o dia 21, passando por Maracanaú, Maranguape, Pacajus e Quixeramobim;Espetáculos no Teatro B. de Paiva acontecem de 10 a 12 de outubro O desejo de partilhar histórias que falam das muitas infâncias, misturando culturas, vozes e afetos é a linha condutora da 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará, o TIC. Entre 10 e 21 de outubro o evento passa por Fortaleza, Maracanaú, Maranguape, Pacajus e Quixeramobim, celebrando a arte como espaço de encontro. Ao todo serão 46 apresentações artísticas e 10 debates em escolas, equipamentos culturais e praças, a maior parte com intérpretes de libras e/ou audiodescrição. Toda a programação tem acesso gratuito.  Há quase 15 anos contribuindo para a transformação da forma de pensar artes cênicas para crianças no Ceará, o TIC este ano leva à cena oito atrações artísticas, que ousam explorar novas narrativas para crianças e suas famílias. Três delas são cearenses, três nacionais, um artista mexicano e uma companhia francesa, com espetáculos que abordam diversidade étnico-racial, capacitismo, bullying e meio ambiente.  “São temas que nos convidam a pensar um mundo mais respeitoso, democrático e sustentável”, diz Emídio Sanderson, um dos idealizadores e diretores do TIC. “No palco, veremos estéticas e dramaturgias que escapam da cultura de massa, propondo experiências poéticas, inovadoras e transformadoras. É um convite para rir, brincar, refletir e sentir, lado a lado”, continua. SEMINÁRIO ONLINE Além de espetáculos e debates, como parte da programação da 14ª edição do TIC, de 29 de setembro a 03 de outubro, será realizada mais uma edição do Seminário Virtual Arte e Educação, reunindo especialistas que discutirão a relação entre artes cênicas e educação básica. A programação e o formulário para inscrições gratuitas estarão disponíveis em breve no site do festival. A transmissão será ao vivo no canal da Invento no YouTube (https://youtube.com/InventoProducoesCulturais). EM FORTALEZA: DE 10 A 12 DE OUTUBRO  Três equipamentos públicos recebem a programação do 14º TIC na capital cearense: CAIXA Cultural Fortaleza, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Hub Cultural Porto Dragão. – PROGRAMAÇÃO NO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO O Hub Cultural Porto Dragão também recebe programação do 14º TIC de 10 a 12 de outubro. Na sexta (10), às 14h30, a sessão será especial para crianças com TEA e acompanhantes – 30 pessoas no total – para assistir a Cia Primeiro Olhar (DF) em “Os Peixes não Falam”, espetáculo criado para crianças autistas. Após o espetáculo haverá debate da especialista convidada Cláudia Mascarenhas com o público. No sábado (11) e domingo (12), às 16h, o grupo faz novas apresentações de “Os Peixes não Falam”, em sessões com Libras e audiodescrição. Sobre o espetáculoCriado para bebês e crianças até 5 anos, incluindo o público com TEA, “Os Peixes Não Falam” é um espetáculo  que mergulha nos primeiros sinais da linguagem humana. A atriz Clarice Cardell conduz uma jornada poética por sons, gestos e objetos cotidianos que ganham vida, sob direção de Katy Deville. Com cenário minimalista e trilha sonora imersiva, a obra valoriza o silêncio, o balbucio e o nascimento da palavra. O espetáculo transforma o espaço em um campo simbólico de descobertas corporais e afetivas. Uma experiência delicada, visual e sonora para todas as infâncias. Sobre o grupo A companhia Primeiro Olhar, dirigida por Clarice Cardell, e o Théâtre de Cuisine, cofundado por Katy Deville, unem suas trajetórias pioneiras em uma colaboração potente entre o teatro para a primeira infância e o teatro de objetos. De um lado, Clarice desenvolve há mais de duas décadas um trabalho delicado e profundo com bebês e crianças nos seus primeiros anos, com mais de 2000 apresentações em diversos países. Do outro, Katy Deville é referência internacional na criação e difusão do teatro de objetos, tendo cunhado o termo e influenciado gerações de artistas. Juntas, suas companhias cruzam poéticas para investigar novas formas teatrais e narrativas visuais voltadas à infância. Essa parceria abre caminhos para um teatro que une invenção estética, escuta e liberdade criativa. 10/10/2025 11/10/2025  12/10/2025

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Grupo Imagens de Teatro realizada temporada de “Salmo 91”, espetáculo baseado na obra Estação Carandiru, no Hub Cultural Porto Dragão

Apresentações ocorrem nos dois últimos finais de semana de setembro e integram o programa de Ocupação Artística do equipamento da Secult Ceará Nos dois últimos finais de semana de setembro, o Grupo Imagens de Teatro ocupa o Teatro B. de Paiva com a temporada de “Salmo 91”, espetáculo baseado no livro “Estação Carandiru”, que aborda um dos episódios mais sombrios da história recente do Brasil: o massacre do Carandiru. As apresentações ocorrem às 19h nas sextas e sábados e às 18h nos domingos, no Hub Cultural Porto Dragão, espaço da Rece, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar. Os ingressos custam R$20 (meia) e R$40 (inteira) e estão disponíveis para venda no Sympla e na bilheteria física. A peça, escrita por Dib Carneiro, utiliza como pano de fundo essa tragédia, ocorrida em 2 de outubro de 1992, que até hoje é considerada o maior massacre do sistema prisional brasileiro, quando 111 detentos foram mortos durante uma intervenção policial no extinto Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo. O espetáculo traz à tona as vozes dos sobreviventes e as lacunas que persistem na responsabilização dos envolvidos. O texto de Carneiro dialoga diretamente com o livro “Estação Carandiru”, escrito por Drauzio Varella em 1999. Varella, médico e escritor, teve contato direto com o cotidiano do presídio ao atuar como voluntário no combate à AIDS entre os detentos. Sua obra é um relato humanizado e detalhado sobre a vida na prisão, expondo as condições desumanas e a violência estrutural do sistema carcerário. “Salmo 91” pode ser vista como uma releitura ou uma resposta artística ao livro de Varella, aprofundando-se nos aspectos emocionais e políticos do massacre, além de questionar a impunidade que cerca o caso. SOBRE O GRUPO IMAGENS DE TEATRO O Imagens de Teatro teve sua origem em janeiro de 2002, com o estudo para montagem do espetáculo “Imagens”, de Benedito Rodrigues Pinto. O diretor do grupo, Edson Cândido, já havia montado um espetáculo do mesmo autor, “Meia-Sola”, no estado de São Paulo e, a partir dessa segunda experiência, enveredou pela linha de montagem realista de autores ditos “malditos”. Desde aquelas primeiras experiências até hoje, o Imagens de Teatro vem acumulando uma bagagem de duas décadas de pesquisa, montagem e apresentação de espetáculos, adaptando-se, nessa trajetória, nos mais diversos espaços, desde palcos tradicionais a galpões, bares e ambientes mais alternativos, disseminando a cultura teatral e formando plateia em todo o país.  Como reconhecimento pelo trabalho realizado, o Imagens de Teatro já foi vencedor do Prêmio Myriam Muniz/FUNARTE, em 2009, com o projeto “Plínio Marcos – Trilogia: Abajur Lilás, Navalha na Carne e Barrela” e em 2014, com o projeto “Grupo Imagens 13 anos – Indo onde o povo está”, já tendo acumulado, ao longo de sua carreira, 06 prêmios de melhor espetáculo, 09 prêmios de melhor direção, 11 prêmio de melhor atriz, 05 prêmios de melhor atriz coadjuvante, 02 prêmios de melhor ator, 04 prêmios de melhor ator coadjuvante, 04 placas de homenagem, 01 prêmio de melhor iluminação, 01 prêmio de melhor sonoplastia, 02 prêmios de melhor cenografia, 02 prêmios de melhor maquiagem e um prêmio de melhor caracterização. Mais informações em @grupo.imagens. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇO Temporada “Salmo 91” com Grupo Imagens de TeatroDatas: 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de setembroHorários: 19h (sextas e sábados) e 18h (domingos)Local: Teatro B. de Paiva – Hub Cultural Porto Dragão (Rua Boris, 90c – Centro)Classificação indicativa: 18 anosAcessível em Libras nas sextas-feiras Ingressos: R$20 (meia) e R$40 (inteira)Vendas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/109546) e Bilheteria do Teatro

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Briar celebra um ano de lançamento do primeiro EP “Aguarrás” com show no Hub Cultural Porto Dragão

Apresentação conta com participações especiais de Mateus Fazeno Rock, Soledad e Zeca Kalu;A ação integra o programa de Ocupação Artística do espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult Ceará Neste sábado (13), às 19h, Briar ocupa o teatro do Hub Cultural Porto Dragão com “Aguarrás”, show que comemora um ano de lançamento de seu primeiro EP homônimo. Ao lado de Ayla Lemos, Felipe Couto, Izma Xavier e Vitor Cozilos na banda, o artista recebe também convidados especiais como Mateus Fazeno Rock, Soledad e Zeca Kalu para uma noite de celebração da trajetória musical e de abertura de novos caminhos na carreira. Os ingressos custam R$10 (meia) e R$20 (inteira) e estão disponíveis no Sympla e na bilheteria física. No EP “Aguarrás”, Briar, que é natural de Camocim, no interior do Ceará, articula poeticamente egressões de gênero e território. Unindo referências sonoras que bebem de gêneros musicais como o rock psicodélico cearense, reggaeton e a música eletrônica, o artista afirma sua identidade em um trabalho experimental e sensível que reúne sete faixas e tem participação dos artistas Fernando Catatau e Giovani Cidreira.  As músicas versam sobre a experiência de migração do interior para a capital do estado, bem como dos atravessamentos afetivos presentes nessa jornada. Para Briar, “Aguarrás” faz um resgate de composições que acompanharam sua vida e que, agora organizadas, revelam a sua identidade artística. “São músicas que falam muito sobre memória. O nome veio com um subtítulo que eu acabei desistindo de usar: ‘aguarrás, preservar o brilho da memória’. Acho que esse álbum é uma tentativa de reorganizar uma gaveta de lembranças, boas e ruins, buscando organizar minha auto percepção”, explica o artista.  ABERTURA DE PROCESSO PARA NOVO ÁLBUM No show, Briar traz músicas do EP enquanto apresenta canções inéditas do novo álbum, “Passo em Falso”, que está em produção e marca a nova etapa de sua carreira artística. Entre as músicas do novo álbum está “Ñ me Leve”, composição em parceria com Mateus Fazeno Rock . “‘Passo em Falso’ é um álbum que ainda traz muito do universo existencial da memória e do trânsito, mas que aborda esses temas numa perspectiva mais assertiva e madura, apostando mais alto em sonoridades mais oblíquas e narrativas mais objetivas. Além disso, acho que o álbum soa mais coletivo e orgânico, por estar sendo produzido com banda, o que traz uma nova camada em relação ao Aguarrás, que foi produzido de forma mais intimista e solitária”, finaliza. O show integra a programação de Ocupação Artística do Hub Cultural Porto Dragão, programa que visa mapear e apresentar um panorama da produção artística cearense e ocupar com atividades culturais os espaços do equipamento e vizinhança. A presente chamada de Ocupação Artística do Hub Porto Dragão contempla as linguagens de artes integradas, áreas técnicas, circo, cultura popular tradicional, dança, música, performance e teatro. SOBRE BRIAR Natural de Camocim, Briar cursou Música na Universidade Federal do Ceará em Sobral e se mudou para Fortaleza em 2019, onde se formou como realizador audiovisual pela EAV – Vila das Artes. Artista multidisciplinar, intersecciona experiências na música e no cinema. Entre seus trabalhos no audiovisual, colaborou na trilha de obras como: “Chabadabadá” (Julia Morais e Tuca Siqueira, CANAL BRASIL, 2024); “Trago a Pessoa Amada” (Vitã, PRIME BOX BRAZIL, 2024); “A Filha do Palhaço” (Pedro Diógenes, 2022) ; “Centro Ilusão” (Pedro Diógenes, 2022); Quando Meus Lábios Sagrados Disseram Palavras Secretas (Ariza Torquato, briar, Kaye Djamiliá, 2024); entre outros. Enquanto musicista, reúne experiências com importantes nomes da música, como Fernando Catatau, Karina Buhr, Mateus Fazeno Rock, Procurando Kalu, Vitor Cozilos e Soledad. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇOShow “Aguarrás” com Briar + participação de Mateus Fazeno Rock, Soledad e Zeca KaluData: 13 de setembro (sábado)Horário: 19h Local: Teatro B. de Paiva – Hub Cultural Porto Dragão (Rua Boris, 90c – Centro)Classificação indicativa: Livre Ingressos: R$10 (meia) e R$20 (inteira)Vendas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/109413) e Bilheteria do Teatro

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Hub Porto Dragão recebe encontros artísticos em show e espetáculo teatral neste fim de semana

Atividades integram a nova temporada de Ocupação Artística do espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult Ceará O Hub Cultural Porto Dragão apresenta, neste fim de semana, dois encontros de artistas da música e do teatro que vão ocupar o Teatro B. de Paiva. Nesta sexta-feira (5), às 19h, Mateus Honori e Lua Martins apresentam o show “Luar, ao vivo”, uma experiência intimista onde vozes e violões costuram clássicos da música nordestina com composições autorais inéditas. Já no sábado (6), às 20h, os grupos Dona Zefinha e Trupe Motim de Teatro estreiam “Fábrica de seres”, espetáculo que explora a relação entre tecnologia e humanidade, mesclando ficção científica, comédia e crítica social. Os ingressos custam a partir de R$10 e estão disponíveis no Sympla. LUAR, AO VIVO “Luar” nasce da sensibilidade e inquietações musicais dos multi artistas cearenses Mateus Honori e Lua Martins, que dedicam suas trajetórias à criação sonora e cênica. O show tem duração de 40 minutos e propõe uma imersão sonora ao universo da música nordestina.  Acompanhados por suas vozes e violões, os artistas reinterpretam clássicos de Fausto Nilo, Amelinha, Rodger Rogério, Teti, Geraldo Azevedo, Dorival Caymmi e Zé Ramalho, oferecendo versões cuidadosamente arranjadas e repaginadas à nova identidade musical. O repertório também inclui composições autorais inéditas, como “Menino Poesia”, “A Reza” e “Benzim” , reforçando a originalidade e a riqueza criativa da nova geração.  O show estabelece um diálogo entre os mestres da música nordestina e os novos criadores. É uma celebração da memória musical do Nordeste e um convite para refletir sobre as histórias que atravessam gerações e o espaço social.  FÁBRICA DE SERES Em uma experiência imersiva e provocadora, o espetáculo conduz o público a refletir sobre questões urgentes como inteligência artificial, manipulação genética e ética do futuro. Na sinopse, um grupo de biohackers rebeldes luta contra as novas elites obscurantistas, usando rituais e métodos analógicos para reprogramar pessoas e transformá-las em soldados da resistência.  O trabalho é uma montagem coletiva entre os grupos Dona Zefinha (Itapipoca) e Trupe Motim de Teatro (Quixeré), fruto da pesquisa realizada no LAB Teatro na Escola Porto Iracema das Artes entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, onde contou com a colaboração de Rubens Velloso como tutor e assessoria dramática de Thereza Rocha. As atividades integram a programação de Ocupação Artística do Hub Cultural Porto Dragão, programa que visa mapear e apresentar um panorama da produção artística cearense e ocupar com atividades culturais os espaços do equipamento e vizinhança. A presente chamada de Ocupação Artística do Hub Porto Dragão contempla as linguagens de artes integradas, áreas técnicas, circo, cultura popular tradicional, dança, música, performance e teatro. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇO Data: 5 de setembro (sexta-feira)Horário: 19h Local: Teatro B. de Paiva – Hub Cultural Porto Dragão (Rua Boris, 90c – Centro)Classificação indicativa: LivreAcessível em LibrasIngressos: R$15 (meia) e R$30 (inteira)Vendas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/109314) e Bilheteria do Teatro Data: 6 de setembro (sábado)Horário: 20h Local: Teatro B. de Paiva – Hub Cultural Porto Dragão (Rua Boris, 90c – Centro)Classificação indicativa: 12 anosIngressos: R$10 (meia) e R$20 (inteira)Vendas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/109414) e Bilheteria do Teatro

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Celebrando 10 anos do primeiro show autoral, Procurando Kalu realiza temporada artística no Hub Cultural Porto Dragão com participação de Clau Aniz, Briar e Felipe Castro (CORPOCO)

Com ingressos a partir de R$10, os shows ocorrem nos dois últimos finais de semana de agosto e integram o programa de Ocupação Artística do espaço cultural da Secult Ceará  Um encontro delirante, surreal e cheio de psicodelia com artistas que são companhias de noites alucinantes de criação e performatividade em solo cearense. Assim, a banda sobralense de Art-Rock Procurando Kalu descreve a temporada com seis apresentações do show “KONKAS” no teatro do Hub Cultural Porto Dragão, que traz participações especiais de Clau Aniz, Briar e Felipe Castro (CORPOCO). As apresentações comemoram uma década do primeiro show autoral da banda e ocorrem nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de agosto (sextas, sábados e domingos), com ingressos a R$10 (meia) e R$20 (inteira) à venda no Sympla e na bilheteria presencial. Em “KONKAS”, cada show é construído de forma única e traz um convidado diferente. Na estreia da temporada, dia 22 (sexta-feira), a banda recebe a artista sonora, cantora e compositora Clau Aniz, que retorna para outra participação no sábado seguinte, dia 30. Nos dias 23 e 29, sábado e sexta, respectivamente, é a vez do grupo dividir o palco com o cantor Briar. Já nos domingos (24 e 31), a Procurando Kalu se junta ao artista do corpo Felipe Castro com a performance CORPOCO. NARRATIVA DE ENCONTROS “KONKAS” é o território fabuloso criado pela banda para abrigar sua persona principal, Kalu. Nele, o grupo estabelece um jogo de experimentações sonoras e performativas, mesclando os seus repertórios criativos com os dos convidados.  Em “KONKAS 1 – PROCURANDO KALU + BRIAR” o grupo encontra com a leveza ardente de Briar, artista natural de Camocim e integrante da banda. No show, levarão ao palco as canções do recém lançado “Aguarrás”, álbum de estreia de Briar, bem como as canções do repertório da Procurando Kalu.  Já em “KONKAS 2 – PROCURANDO KALU + CORPOCO”, a banda adentra o árido território de CORPOCO, um experimento cênico performativo que nasce do encontro entre o artista do corpo Felipe Castro e o artista sonoro Rodrigo Brasil – ambos integrantes da banda – estabelecendo uma espécie de zona de simulação onde se ensaia a tensão entre o corpo e o pertencimento.  E “KONKAS 3 – PROCURANDO KALU + CLAU ANIZ” é o entrelaçar de dois pólos energéticos. O ritmo nervoso de Procurando Kalu entra em propulsão com os ventos fortes do universo de Clau Aniz. No repertório, Kalu faz morada nos sonhos da “Filha de mil mulheres”, álbum lançado pela artista em 2018, e abre caminhos para seu próximo lançamento, o álbum “Mácula”, que contará com uma versão gêmea de uma canção que é colaboração da banda com Clau, “Rubra Pedra e Cal”.  “KONKAS 1, 2 e 3, poderão ser presenciadas em dois finais de semana, proporcionando para o público que se fará presente a oportunidade de repetir a dose, assim como, para o público que não experimentou as nuances e caminhos de KONKAS, poder mergulhar na potência dos encontros e na embriaguez de nossos quintais”, explica Rodrigo Brasil, vocalista e guitarrista da Procurando Kalu. As atividades integram a programação de Ocupação Artística do Hub Cultural Porto Dragão, programa que visa mapear e apresentar um panorama da produção artística cearense e ocupar com atividades culturais os espaços do equipamento e vizinhança. A presente chamada de Ocupação Artística do Hub Porto Dragão contempla as linguagens de artes integradas, áreas técnicas, circo, cultura popular tradicional, dança, música, performance e teatro. SOBRE A PROCURANDO KALU Procurando Kalu é uma banda de Art-Rock cearense criada em 2013 na cidade de Sobral/CE e que desenvolve uma pesquisa estética em música, expandindo a linguagem para uma abordagem performativa, através do encontro das oralidades do Sertão Norte do Ceará com as narrativas contemporâneas brasileiras, evocando a coletividade como pilar principal de sua obra, que conta com uma sonoridade psicodélica. Aborda temas como a manutenção da memória, as oralidades de um sertão-futuro-ancestral e enfatiza corpos dissidentes e suas transmutações como tática de enfrentamento a LGBTQIAPN+fobia, racismo, xenofobia e a barbárie. Desde 2015 circula em festivais e plataformas que compõem a cena artística cearense e nacional, já tendo passado por festivais como Maloca Dragão, Festival Grito, Feira da Música de Fortaleza, Festival Ponto.CE, e estendendo suas territorialidades em programações de outras regiões do país, como a SIM São Paulo (Noite Maloca Dragão – Invasão Cearense), Mostra AMP (Festival Pré-AMP – Recife/PE), Armazém do Campo Recife (Recife/PE), Futuros – Arte e Tecnologia (Oi Futuro – Rio de Janeiro/RJ) e Espaço Cria 011 (São Paulo/SP). Em sua trajetória a Procurando Kalu, que hoje é formada por Zeca Kalu (voz, percussão e performance), Rodrigo Brasil (guitarra, voz e performance), Izma Xavier (baixo, synths e voz), Gegê Teófilo (guitarra, beats e voz), Rami Freitas (bateria, voz e performance) e Felipe Castro (performance), conta com quatro singles (Café Paquistão, PsicoTropical, Casa Sua e Próxima Estrofe), lançados em parceria com o Produtor Musical Yury Kalil (Totem Estúdio/Cidadão Instigado), dois Clipes (Café Paquistão e PsicoTropical) e o álbum “KALU PARADO FRENTE AO CORPO”. A banda prepara um novo álbum, “Dançaremos Furta-Cor com Outros Mundos”, com previsão de lançamento no segundo semestre de 2025. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇO Temporada “KONKAS” de

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Exposição “O Olhar da Rua” é inaugurada em 19 de agosto, Dia da Luta da População em Situação de Rua e Dia da Fotografia 

A abertura da mostra, que acontece no Espaço Mix do Centro Dragão do Mar, tem início às 16h, com projeção das imagens comentadas no auditório Fotografias produzidas por pessoas em situação de rua irão compor exposição a partir de 19 de agosto, no Espaço Mix do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), complexo cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A mostra “O Olhar da Rua”, realizada pelo Núcleo de Cidadania Cultural do Hub Cultural Porto Dragão e pelo Núcleo de Articulação Territorial do CDMAC, celebra o Dia da Luta da População em Situação de Rua e o Dia da Fotografia, dando visibilidade a olhares e narrativas que raramente chegam às galerias. No dia da abertura, às 16h, o auditório do Centro Dragão do Mar recebe a projeção comentada, momento de partilha de vivências entre participantes e parceiros. Em seguida, o público poderá visitar a mostra no Espaço Mix, com entrada gratuita. A exposição permanece em cartaz por dois meses. O público terá a oportunidade de conferir 30 fotografias produzidas por dez participantes de um ciclo formativo realizado em julho, com oficinas oferecidas pelo Sesc, por meio do Coletivo Imagem Território, e apoio do Porto Iracema das Artes, que cedeu câmeras para a atividade. As aulas aconteceram nos dias 23, 24, 25 e 30 de julho, com a participação de assistidos do Centro Pop Centro. A mostra “O Olhar da Rua” integra a programação do Estouro Cultural, mobilização intersetorial que reúne instituições como o Centro de Referência sobre Drogas, Consultório de Rua, Biblioteca Pública Estadual do Ceará, Núcleo de Articulação Territorial (NAT) do Dragão do Mar, CAPS AD Centro, Cidadania Cultural do Instituto Dragão do Mar e do Hub Cultural Porto Dragão. Arte e acolhimento Com encontros práticos e teóricos, as atividades abordaram noções básicas de composição, luz, enquadramento e edição, utilizando equipamentos simples e acessíveis, como celulares. As saídas fotográficas e rodas de conversa funcionaram como estímulo à criatividade, ao senso crítico e à valorização das experiências individuais.  “Mais do que ensinar técnicas fotográficas, as oficinas buscaram criar um espaço de confiança e acolhimento, no qual a fotografia se torna uma linguagem poderosa de reconstrução, um instrumento que dá voz, que devolve o olhar e a dignidade muitas vezes perdidas nas ruas”, explica Gabriel Sousa, fotógrafo e um dos facilitadores das oficinas.  Para Lúcio Paulino, educador e responsável pelo Núcleo de Cidadania Cultural do Hub Cultural Porto Dragão, “tais ações se configuram importantes por promover acessos ao direito à cultura e cidadania, quebrando estereótipos e estigmas muitas vezes naturalizados à população em situação de rua, além de fortalecer autoestima, protagonismo e participação ativa, e também demonstrar para a sociedade narrativas, histórias e memórias de pessoas vulnerabilizadas que historicamente são silenciadas e invisibilizadas”. Além da exposição “O Olhar da Rua”, o Dragão do Mar promove, também em 19 de agosto, outras atividades em alusão ao Dia da Luta da População em Situação de Rua. A partir das 14h, o NAT realiza a “Ação Sociocultural Poeta Mário Gomes”, voltada à atenção e ao cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade social ou em processo de superação de rua. A iniciativa conta com a participação do CAPS AD, CPDROGAS, Consultório na Rua. Já às 18h, o Cinema do Dragão e o NAT realizam mais uma edição do programa “Se Achegue! Cinema na Praça!”, que desde abril de 2023 oferece sessões gratuitas e ao ar livre para pessoas em situação ou superação de rua. A exibição, na Arena Dragão do Mar, apresenta o longa-metragem Kasa Branca (Brasil, 2024), dirigido por Luciano Vidigal, com classificação indicativa de 16 anos. Criado para fortalecer vínculos com a população que vive no entorno do Centro Dragão do Mar. A iniciativa integra as ações de democratização e pertencimento do Centro Cultural, articulando-se com outros parceiros para ampliar o acesso à cultura e oferecer serviços e cuidados em horários e formatos diferenciados. Serviço:  Campanha Estouro Cultural – Exposição “O Olhar da Rua” + Projeção ComentadaTerça-feira, 19 de agosto, às 16hAuditório e Espaço Mix – Centro Dragão do Mar de Arte e CulturaEntrada gratuita. 14 anos

Credito Camila de Almeida 30 Easy Resize.com

Espetáculo Gato Preto une rock e teatro em conto de terror brasileiro no Hub Porto Dragão

Com estreia gratuita, o espetáculo do Coletivo Trama de Gato mobiliza questões sociais como o racismo e a representação de pessoas negras na mídia Como representar um corpo subalternizado? Como derrubar as paredes das nossas inconsistências enquanto sociedade? São questões como estas que movem a realização do espetáculo Gato Preto, do Coletivo Trama de Gato, em estreia gratuita no dia 21 de agosto (quinta-feira) no Hub Cultural Porto Dragão. A partir das 19h30, o público é convidado a enveredar por uma montagem cênica vertiginosa que une literatura, música e dramaturgia para refletir sobre as dimensões psíquicas, políticas e sociais da vida de um assassino. Baseado em um conto homônimo do escritor estadunidense Edgar Allan Poe, o espetáculo conta a história de um homem cuja vida é tomada pelo alcoolismo e pela violência. Quando em estado maníaco, o personagem, inicialmente um grande aficionado por animais, acaba por enredar-se numa trama vertiginosa com seu próprio gato, terminando por cegá-lo e enforcá-lo. Como se acompanhasse um programa de televisão, o público assiste então ao processo de degeneração psíquica dessa figura, condenada ela mesmo à morte no fim. A história também tem como inspiração a canção Strange Fruit, da cantora Billie Holiday, considerada um hino de protesto contra o racismo nos Estados Unidos. Ao evocar imagens perturbadoras de corpos pendurados em árvores, a música escancara a violência contra pessoas negras, especialmente no sul do país. A partir da relação dessas referências culturais, o coletivo atualiza os signos que compõem essas narrativas de horror para o contexto brasileiro e reflete sobre a espetacularização do corpo negro na mídia. Música e montagem O espetáculo solo é protagonizado por Zéis, músico e ator que também assina a direção musical e a trilha original. A atmosfera da encenação é composta por referências que vão do rock grunge ao jazz e blues, passando ainda pela música brasileira experimental. A miscelânea proposta pelo artista parte de sua pesquisa sobre a dimensão dramatúrgica da música e da relação que as texturas musicais fazem com outros elementos que compõem a cena.  “É pensar que a música pode ter, dentro do ambiente do teatro, uma dramaturgia própria que também dialoga com as outras dramaturgias da luz, do texto, da encenação. Então, a música aparece em alguns momentos como números musicais mesmo, mas às vezes ela aparece como ruído, uma composição sonora plástica”, define o artista. Para o coletivo, são essas escolhas estéticas e mutualidades em cena que provocam os questionamentos propostos pelo espetáculo, ativando suas dimensões sociais e políticas. Montado como um programa de auditório, o espetáculo mobiliza o público a refletir sobre as camadas da representação de corpos dissidentes pela indústria cultural. “O que buscamos é horizontalizar esses enunciadores do que se costuma chamar de encenação, seja a musicalidade, o figurino, a cenografia, a luz, a própria atuação, a coreografia, a gestualidade e o texto. Equalizar isso e fazer esses pontos de enunciação de um espetáculo confabularem entre si, até se contradizerem. A gente está tensionando a todo momento esses clichês midiáticos, para investigar quais são as potencialidades e as contradições disso. É um jogo aberto” explica Diego Landin, responsável pela encenação do espetáculo. O projeto foi aprovado na Lei Paulo Gustavo, contemplado no Edital para as Artes 2023, da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza, e no 13º Edital Ceará das Artes, da Secretaria da Cultura do Ceará. Conta, ainda, com apoio do Hub Cultural Porto Dragão, espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais do Ceará. Sobre o Coletivo Trama de Gato O coletivo intercultural e multilinguagem Trama de Gato, em atividade há seis anos, reúne artistas e pesquisadores de origens, bairros, etnias e gêneros distintos entre Fortaleza e Caucaia. O coletivo busca colocar em xeque, de forma crítica, pedagógica e alegórica, as relações entre identidade e diferença, corpo e subjetividade, raça e gênero, sexualidade e classe, através de ações interdisciplinares entre o digital e o “real”. Ficha técnica encenação | Diego Landinatuação | Zéisdireção musical & trilha original | Zéisprodução musical | O Pássaropesquisa para a cena | Fran Bernardinotextos | O Coletivotradução de “The black cat” | Washington Menezescenografia | Kazane & Diego Landindesign & operação de luz | Ciel Carvalhodesign & mixagem de som | Victor Oliveirafigurino | Isac Bentocostura | Tata Ribeirocenotécnica & contrarregragem | Matheus Bizerra & Maclafotos | Camila de Almeidaprojeto gráfico | ERRATICA designassessoria de imprensa | Thayná Facóprodução | O Coletivo Serviço Espetáculo Gato Pretodo Coletivo Trama de GatoData: 21 de agosto de 2025 (quinta-feira)Horário: 19h30Local: Hub Cultural Porto Dragão (Rua Bóris, 90c, Centro)Gratuito. 90 min. 16 anos. Com acessibilidade em Libras.Mais informações em @tramadegatocoletivo

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Hub Cultural Porto Dragão apresenta abertura de videoinstalação e show musical gratuitos neste fim de semana

Atividades integram a nova temporada de Ocupação Artística do espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult Ceará  O Hub Cultural Porto Dragão recebe, neste fim de semana, atividades de diferentes linguagens que vão ocupar a Praça das Artes do equipamento. Nesta sexta-feira (8), às 19h, o Coletivo MONO realiza a abertura da videoinstalação sensorial “O dia que perdi a imensidão do mar”, que convida o público a mergulhar na experiência de reencontro com o mar a partir da perspectiva de uma pessoa com deficiência adquirida. Já no sábado (9), às 20h, o multiartista Batuta apresenta “Quando Eu Era Velho”, show que mergulha nas tradições nordestinas e latino-americanas, misturando forró, coco, embolada e cumbia com batidas contemporâneas como rap e trap. As atividades são gratuitas. VIDEOINSTALAÇÃO DO COLETIVO MONO “O dia que perdi a imensidão do mar” é uma videoinstalação sensorial que propõe uma imersão poética e afetiva na experiência do primeiro mergulho no mar após ter se tornado uma pessoa com deficiência visual.A proposta parte da vivência de Rafaela Vasconcelos, artista PCD, que em 2021 tornou-se monocular.  Moradora de Fortaleza e com relação próxima ao mar desde a infância, Rafaela sempre o teve como lugar de pertencimento, liberdade e fusão com o mundo. Assim, enquanto pessoa com deficiência adquirida, percebeu que a sua relação com o oceano se transformou profundamente. O projeto nasce do desejo de expressar esse luto, busca, reencontro e compartilhá-lo com o público de forma sensível, expandindo a ideia de percepção para além do olhar e da visão.  “Mais do que contar uma história individual, ‘O dia que perdi a imensidão do mar’ propõe uma experiência coletiva de sensorialidade, imersão, escuta, força e renascimento. É uma obra que desloca o olhar para outras formas de existência e percepção, oferecendo um mergulho íntimo, político e sensorial. Ao transformar o espaço expositivo em um corpo d’água sensível, o projeto convida cada pessoa a mergulhar com seus próprios sentidos e, quem sabe, reencontrar a imensidão de outros mares possíveis”, explica a artista, que compõe o Coletivo MONO junto de Mariah Duarte, Mateus Falcão e Arrudas Maria. A videoinstalação tem classificação Livre, conta com audiodescrição e legendagem no vídeo, e ficará disponível para visitação até o dia 18 de agosto no Hub Porto Dragão. O evento de abertura contará também com acessibilidade em Libras. SHOW DE BATUTA “Quando Eu Era Velho” é uma pesquisa musical autoral que entrelaça as tradições sonoras do Nordeste com influências da música contemporânea, criando pontes entre passado e presente da cultura cearense. Através de gêneros como o forró, coco, embolada e outras manifestações populares, o projeto busca reinventar essas raízes em diálogo com ritmos atuais como rap, reggae, cumbia e outras fusões que surgem do encontro com o presente.  Idealizado por Batuta, artista de Fortaleza com mais de duas décadas de trajetória na arte de rua, teatro, música e cultura popular, o projeto é fruto de experimentações iniciadas em 2021. Inspirado por nomes como Totonho, Tom Zé, Marinês, Josyara, Belchior, Juliana Linhares, Edgar, Russo Passapusso, Criolo e Chico César, o show “Quando Eu Era Velho” é um passeio sensorial pela riqueza da cultura popular nordestina — vibrante, crítica, bem-humorada e em constante transformação. “Mais do que um show, é uma celebração da mistura: a tradição que se reinventa, a memória que se atualiza, a rua que vira palco e o palco que vira festa”, afirma o cantor e compositor, que também é produtor musical e palhaço. As atividades integram a programação de Ocupação Artística do Hub Cultural Porto Dragão, programa que visa mapear e apresentar um panorama da produção artística cearense e ocupar com atividades culturais os espaços do equipamento e vizinhança. A presente chamada de Ocupação Artística do Hub Porto Dragão contempla as linguagens de artes integradas, áreas técnicas, circo, cultura popular tradicional, dança, música, performance e teatro. SOBRE O HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO  O Hub Cultural Porto Dragão integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) e tem foco no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Gerido por meio de uma parceria entre Secretaria da Cultura do Ceará e o Instituto Dragão do Mar, realiza e desenvolve atividades de produção de conteúdo, difusão e circulação artística e cultural, atuando no planejamento de ações de formação, conhecimento, profissionalização, fomento, acessibilidade e inovação. É responsável por fomentar a economia criativa entendendo-a como modelos de negócio ou gestão originados de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual com o objetivo de gerar trabalho e renda. Para saber mais sobre os programas e ações desenvolvidas pelo Hub Porto Dragão, acesse: https://hubportodragao.cultura.ce.gov.br/  SERVIÇO